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Coges-PNH2 Avança na Estruturação do Marco Legal do Hidrogênio Verde com Participação Ativa do Setor

Comitê Gestor do Programa Nacional do Hidrogênio intensifica diálogo com agentes do setor para desenvolver regulamentação infralegal para hidrogênio de baixa emissão de carbono

O Comitê Gestor do Programa Nacional do Hidrogênio (Coges-PNH2), sob a coordenação do Ministério de Minas e Energia (MME), realizou, nesta quarta-feira (14/08), a 14ª reunião voltada para a construção do decreto regulamentar do Marco Legal do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono. Essa iniciativa faz parte de uma série de discussões que envolvem a participação ativa de instituições e agentes do setor, reafirmando o compromisso do governo em estabelecer um marco regulatório robusto e alinhado com as melhores práticas internacionais.

Representando o ministro Alexandre Silveira, o secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento, Thiago Barral, destacou a importância de manter um diálogo aberto e contínuo com os agentes do setor para a elaboração do decreto. “A estruturação do decreto para o Marco Legal do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono é uma atividade prioritária no âmbito do Programa Nacional de Hidrogênio [PNH2]. Estamos preparando uma agenda intensa de reuniões para assegurar que todos os aspectos cruciais sejam abordados com a devida atenção”, afirmou Barral.

A reunião contou com a presença de Marcos Ludwig, advogado do Veirano Advogados, que apresentou uma análise detalhada da regulação do hidrogênio em diferentes países, como Estados Unidos, Alemanha, Austrália e China. Ele ressaltou a importância de adaptar as melhores práticas internacionais ao contexto brasileiro, sugerindo pontos que podem ser abordados por meio de regulamentação infralegal. Essa análise comparativa é essencial para garantir que o Brasil se posicione como um líder global na produção de hidrogênio de baixa emissão de carbono, um recurso fundamental para a transição energética mundial.

Além disso, representantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) participaram da reunião, trazendo contribuições significativas sobre a certificação do hidrogênio e o papel que a CCEE pode desempenhar no setor. Segundo Rodolfo Aiex, gerente executivo de relacionamento com o cliente e informações da CCEE, a instituição tem estudado o tema da certificação de hidrogênio há anos e vê grande potencial em atuar como gestora dos registros do sistema de certificação. “Nossa experiência com a certificação de energia nos permite oferecer uma base sólida para o desenvolvimento de um sistema eficiente e confiável para o hidrogênio de baixa emissão de carbono”, destacou Aiex.

Entre os temas discutidos, um dos destaques foi a proposta de distribuição de competências das diversas instituições que poderão participar do Sistema de Certificação do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono. Essa discussão é fundamental para assegurar que o marco regulatório seja abrangente e eficiente, permitindo o desenvolvimento sustentável do setor.

O Coges-PNH2 está comprometido em garantir que a regulamentação do hidrogênio de baixa emissão de carbono no Brasil seja robusta, atendendo às necessidades do mercado e alinhada com os objetivos de sustentabilidade do país. Para isso, o Comitê continuará a promover encontros e discussões com os principais agentes do setor, assegurando que o decreto regulamentar seja construído de forma colaborativa e transparente.

A próxima reunião do Coges-PNH2 está agendada para o dia 21 de agosto, quando serão discutidos novos temas, desta vez com a participação da Agência Nacional do Petróleo (ANP), da Associação Brasileira de Hidrogênio (ABH2) e da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV). A expectativa é que essas discussões tragam ainda mais clareza e direcionamento para a regulamentação do segmento, incorporando a visão dos agentes privados e fortalecendo a posição do Brasil no mercado global de hidrogênio.

Os materiais discutidos durante a reunião e outras atividades relacionadas ao Programa Nacional do Hidrogênio estão disponíveis na página oficial do programa. A sociedade e os interessados são encorajados a acompanhar e contribuir para esse importante processo, que é essencial para o futuro da energia no Brasil.

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