Operação preserva o controle das ações ordinárias com a geradora; contrato prevê opção de recompra da participação do banco entre 2031 e 2032.
A Eneva concluiu, no dia 15 de outubro, a captação de R$ 1,777 bilhão junto ao Itaú Unibanco para a Eneva Participações III (Eneva III), subsidiária integral da companhia. Aoperação foi estruturada por meio da subscrição e integralização de novas ações preferenciais, com direito de voto restrito.
A transação transfere a totalidade dos papéis preferenciais da subsidiária ao Itaú, enquanto a Eneva mantém 100% das ações ordinárias. O arranjo assegura a manutenção do controle societário e operacional da geradora, ampliando sua capacidade financeira para investimentos estratégicos.
Acordo de acionistas e opção de recompra a partir de 2031
O contrato firmado entre as partes estabelece uma opção de compra (call option) que concede à Eneva o direito de recomprar todas as ações preferenciais detidas pelo Itaú na Eneva III. O mecanismo poderá ser exercido entre 1º de janeiro de 2031 e 31 de dezembro de 2032, com previsão de antecipação sob condições contratuais específicas.
Paralelamente, as companhias aditaram o acordo de acionistas para ajustar os direitos societários e alinhar os critérios de liquidez e saída do investimento. A estrutura viabilizou o aporte sem diluição do controle votante da geradora, prevendo o resgate futuro da participação econômica integral.
Aprovação no Cade e foco em capacidade firme
A operação obteve aprovação sem restrições do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no âmbito do Ato de Concentração nº 08700.007712/2026-11, com despacho publicado no Diário Oficial da União e trânsito em julgado consolidado.
Os recursos reforçam a execução do plano de negócios da Eneva, centrado no suprimento de capacidade firme ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e na expansão da infraestrutura de gás natural por meio do modelo integrado gas-to-wire.



