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Grupo Colibri Capital capta R$ 410 milhões em debêntures verdes para expansão de energia solar

Com rating acima do Brasil, emissão reforça solidez da GDS Subholding e impulsiona projetos de minigeração distribuída

A crescente demanda por fontes renováveis no Brasil acaba de ganhar um novo impulso financeiro. A GDS Subholding S.A., braço da GDS Energia Renovável (empresa do Grupo Colibri Capital), anunciou a captação de R$ 410 milhões por meio da emissão de sua primeira debênture verde de infraestrutura. A operação, coordenada pelo BTG Pactual, conta com remuneração de IPCA +10,20% ao ano e vencimento em 2043.

Além do volume expressivo, o destaque da emissão foi a classificação ‘AA(bra)’ concedida pela agência de risco Fitch Ratings, com perspectiva estável. O rating atribuído se posiciona acima da nota soberana do Brasil (BB), o que indica baixo risco de crédito e reflete a confiança do mercado na solidez dos ativos da GDS.

Para Carlos Barros, presidente do Grupo Colibri Capital, a avaliação reforça a credibilidade da empresa no setor elétrico e no mercado financeiro.

“A nota dada pela Fitch reflete a solidez do portfólio da GDS, que conta com 45 usinas solares, totalizando 138 MWp de capacidade instalada, distribuídas em 15 estados e no Distrito Federal. Esse reconhecimento é fundamental para atrair novos investimentos e impulsionar nosso modelo de negócios voltado para energia renovável”, afirmou Barros.

Investimento estratégico para expansão solar

Os recursos captados serão destinados à construção de novas usinas fotovoltaicas de minigeração distribuída, garantindo a expansão da infraestrutura da empresa. Os investimentos contemplam inversores, módulos e trackers, essenciais para a operação eficiente do sistema solar.

Segundo a GDS, a geração de receita da Subholding é assegurada por contratos de longo prazo, sendo 52% a 61% provenientes de autoconsumo remoto e 39% a 48% da geração compartilhada. Esses contratos possuem prazos de até 15 anos, conferindo previsibilidade financeira à companhia.

O presidente do Grupo Colibri Capital explica que a emissão das debêntures desempenha um papel estratégico no equilíbrio da estrutura de capital da GDS.

“Os recursos vêm para suprir a estrutura de capital e reembolsar os investimentos realizados. O montante captado corresponde a 60% dos recursos financeiros necessários para concluir os projetos, que já estão em fase avançada de construção. Além disso, a operação conta com um mecanismo de mitigação de riscos, por meio de uma garantia bancária de R$ 40 milhões até a conclusão das obras”, destacou Barros.

O crescimento das debêntures verdes no Brasil

As debêntures verdes vêm ganhando força no mercado financeiro brasileiro, impulsionadas pelos incentivos fiscais e pelo interesse crescente dos investidores em projetos sustentáveis. Esse tipo de título é destinado a financiar empreendimentos que gerem benefícios ambientais, como geração de energia limpa, eficiência energética e mobilidade sustentável.

No caso da GDS, a emissão recebeu parecer favorável da consultoria especializada ERM (Environmental Resources Management), referência global em sustentabilidade e acreditada pela Climate Bonds Initiative. Desde 2020, a ERM figura entre os 10 maiores provedores de segunda opinião para títulos sustentáveis, conforme a Environmental Finance.

O crescente interesse por esses ativos acompanha a transformação da matriz elétrica brasileira, cada vez mais direcionada para fontes renováveis. Com a forte expansão da energia solar no país, a minigeração distribuída tem se consolidado como uma alternativa eficiente para reduzir custos energéticos e diminuir a pegada de carbono.

Com um portfólio sólido e um modelo de negócios estruturado, a empresa se posiciona como um dos destaques no mercado de infraestrutura verde, atraindo investidores em busca de retornos financeiros aliados a impactos ambientais positivos.

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