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Com 44% da Produção Nacional, São Paulo Lidera o Setor de Bioeletricidade

Estado paulista produz 44,2% da bioenergia nacional e se consolida como referência em sustentabilidade e inovação no setor energético

São Paulo se destaca como líder absoluto na produção de bioeletricidade no Brasil, gerada a partir da biomassa, com números que reforçam sua posição como protagonista na transição energética do país. De acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), de janeiro a outubro de 2023, o estado gerou 10.810 GWh de bioenergia. No total do ano, a produção paulista alcançou 12.445 GWh, um crescimento de 13,6% em relação a 2022, quando foram gerados 10.958 GWh.

Essa produção equivale a 44,2% da geração nacional de bioeletricidade para a rede, que totalizou 28,1 mil GWh no mesmo período. “Esses números refletem o compromisso de São Paulo com as energias renováveis e sua liderança em um setor estratégico para a descarbonização da matriz energética brasileira”, afirma Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Impacto Ambiental Significativo

A geração de bioeletricidade em São Paulo é responsável por evitar a emissão de 2,7 milhões de toneladas de CO2, segundo estimativas da UNICA. Esse volume equivale ao impacto ambiental positivo de 18,5 milhões de árvores nativas plantadas ao longo de 20 anos.

O estado conta com 210 usinas termelétricas autorizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), quase metade das 427 instaladas no país, que utilizam principalmente bagaço e palha de cana como combustíveis. “Esse desempenho reforça o potencial da biomassa na redução de gases do efeito estufa e na consolidação de uma matriz energética mais limpa e sustentável”, destaca Zilmar Souza, gerente de Bioeletricidade da UNICA.

O Papel Estratégico da Cana-de-Açúcar

Grande parte do sucesso de São Paulo na bioenergia está associado à cana-de-açúcar, uma das riquezas naturais mais emblemáticas do estado. De acordo com o governador Tarcísio de Freitas, o setor canavieiro é o alicerce de uma estratégia ampla de transição energética. “A cana-de-açúcar é um patrimônio que nos oferece etanol de primeira e segunda geração, fertilizantes, biogás, biometano, hidrogênio a partir da reforma do etanol e até combustível sustentável para aviação. É um ciclo virtuoso que estamos aproveitando em sua plenitude”, afirma.

Heitor Cantarella, pesquisador do Instituto Agronômico (IAC – Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, reforça que a bioeletricidade gerada pelo bagaço de cana é especialmente estratégica para o sistema energético. “A geração ocorre nos meses mais secos do ano, quando as hidrelétricas têm menor produção, contribuindo significativamente para a segurança energética do Brasil”, explica.

Avanços em Biogás e Biometano

Além do foco tradicional na biomassa de cana, São Paulo está ampliando os horizontes com investimentos em biogás e biometano. Segundo Ricardo Rosário, coordenador de Transição Energética da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o estado está implementando políticas que estimulam a adoção de tecnologias como biodigestores e o licenciamento ambiental para expansão da produção no setor agropecuário.

“O biogás e o biometano têm um enorme potencial para transformar o agro e outros setores, criando uma economia circular mais sustentável. Estamos encorajando as cadeias produtivas a aumentar sua produção e adoção dessas fontes de energia limpa”, ressalta Rosário.

Liderança na Transição Energética

Os números e iniciativas de São Paulo mostram que o estado não só está preparado para liderar a transição energética no Brasil, mas também tem se posicionado como referência global em sustentabilidade e inovação. Com quase metade das usinas de bioeletricidade do país e um setor canavieiro avançado, o estado pavimenta o caminho para uma economia de baixo carbono e uma matriz energética mais diversificada.

Para o futuro, as perspectivas são promissoras. Seja com bioeletricidade, etanol, biogás ou novos combustíveis sustentáveis, São Paulo demonstra que inovação e sustentabilidade podem caminhar juntas para construir um futuro energético mais limpo e eficiente.

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