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Eneva aprova emissão de R$ 1,16 bilhão em debêntures e avança na reestruturação de sua dívida

Companhia planeja alongar prazos e reduzir custos de endividamento com recursos da 13ª emissão de debêntures, voltada para investidores profissionais

A Eneva S.A. anunciou nesta quinta-feira (12) a aprovação de sua 13ª emissão de debêntures, no valor de até R$ 1,16 bilhão. A operação, aprovada pelo Conselho de Administração da companhia, visa otimizar a estrutura de capital, reduzir o custo médio da dívida consolidada e alongar os prazos de pagamento, sem aumentar o endividamento total da empresa.

As debêntures emitidas serão simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária (sem garantia real), distribuídas em até duas séries. Cada título terá um valor nominal unitário de R$ 1.000, com data de emissão marcada para 15 de dezembro de 2024. A oferta pública será realizada sob regime de melhores esforços de colocação e é destinada exclusivamente a investidores profissionais, conforme definido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Detalhes da emissão e vencimentos

A emissão será dividida em duas séries com prazos e condições distintas. As debêntures da Primeira Série terão vencimento em cinco anos, em 15 de dezembro de 2029, e oferecerão remuneração baseada em 100% da taxa DI (Depósito Interfinanceiro), acrescida de um spread de 0,90% ao ano. Já as debêntures da Segunda Série terão vencimento em sete anos, em 15 de dezembro de 2031, e contarão com remuneração de 100% da taxa DI, acrescida de um spread de 1,00% ao ano.

Os recursos captados com a emissão serão direcionados para duas finalidades principais. Em primeiro lugar, serão usados para o pagamento de valores incorridos no resgate antecipado facultativo de debêntures da Segunda Série da 11ª emissão da companhia. O valor remanescente, se houver, será destinado ao reforço de caixa da Eneva, garantindo maior flexibilidade financeira.

Impacto estratégico e benefícios financeiros

Com a conclusão da emissão, a Eneva planeja melhorar significativamente sua estrutura de dívida. A empresa pretende reduzir o custo médio consolidado de seu endividamento ao mesmo tempo em que alonga os prazos de vencimento, uma estratégia que confere maior previsibilidade financeira e melhora a capacidade de gestão de fluxo de caixa.

Especialistas do mercado avaliam positivamente a operação, que demonstra a solidez da Eneva e sua capacidade de acessar recursos por meio de emissões robustas no mercado de capitais. O uso dos recursos para a reestruturação de dívidas existentes também é visto como um movimento estratégico que contribui para uma posição financeira mais saudável e sustentável no longo prazo.

Regulamentação e transparência

A emissão das debêntures segue rigorosamente as normas previstas pela CVM, incluindo a Resolução CVM nº 160 e demais regulamentações aplicáveis. A companhia destacou que o comunicado ao mercado tem caráter exclusivamente informativo e não constitui uma oferta pública de venda ou qualquer esforço de comercialização.

Os detalhes completos da operação, como as condições gerais da emissão e a escritura das debêntures, estão disponíveis no site da Eneva e no sistema da CVM. A companhia reforçou seu compromisso com a transparência, disponibilizando todas as informações necessárias para os investidores.

Eneva em destaque no setor energético

A Eneva, que combina geração de energia com exploração e produção de gás natural, continua a consolidar sua posição no mercado energético brasileiro. Com iniciativas como a 13ª emissão de debêntures, a empresa reforça sua capacidade de buscar soluções financeiras eficientes, garantindo não apenas o cumprimento de suas obrigações, mas também recursos para investir no futuro.

A operação evidencia o alinhamento da Eneva com as melhores práticas de governança corporativa e gestão financeira, elementos fundamentais para sustentar sua trajetória de crescimento e inovação no setor de energia.

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