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Sete Usinas Termelétricas Ajustam a Operação para Apoiar o Sistema Elétrico nos Picos de Carga

ONS amplia estratégia operacional com sete usinas ajustadas para atender demandas críticas no Sistema Interligado Nacional (SIN)

A partir deste sábado (7/12), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) conta com um reforço significativo na sua capacidade de operação durante os horários de maior demanda energética. Sete usinas termelétricas – Nova Venécia 2, Maranhão IV, Maranhão V, Parnaíba IV, Ibirité, Três Lagoas e Porto Pecém I – receberam autorização para operar de forma mais flexível, permitindo maior eficiência no atendimento da ponta de carga. Esse ajuste operacional é uma resposta direta ao perfil dinâmico do consumo de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) e visa garantir a segurança e a continuidade no fornecimento durante os períodos de maior necessidade.

A chamada “ponta de carga” se refere aos horários de pico de consumo, geralmente no início da noite, quando a demanda por energia elétrica cresce significativamente devido ao uso simultâneo de equipamentos residenciais, comerciais e industriais. Para atender a esse aumento, é necessário que as usinas tenham capacidade de entrar em operação em curtos períodos, complementando outras fontes de energia, como hidrelétricas e renováveis. A flexibilização da operação das termelétricas é uma solução estratégica para atender essas necessidades de forma ágil, mantendo a estabilidade da rede elétrica.

Esse processo foi implementado seguindo os critérios descritos na Rotina Operacional RO-EP.BR.03 dos Procedimentos de Rede, em conformidade com a Portaria Normativa nº 88/GM/MME. As diretrizes estabelecem os procedimentos que devem ser realizados pelas usinas durante o período de vigência da normativa, assegurando que a flexibilização atenda aos padrões de confiabilidade e segurança do sistema elétrico nacional.

A inclusão de usinas como Porto Pecém I e Três Lagoas nesse modelo flexível demonstra o esforço do ONS em modernizar a gestão do SIN, adaptando-se às mudanças no perfil de consumo e à crescente integração de fontes intermitentes, como eólicas e solares. Essas fontes, embora sustentáveis, apresentam variabilidade na geração, especialmente em horários de pico, exigindo o suporte de termelétricas para compensar possíveis déficits.

Além disso, a operação mais flexível dessas usinas colabora para reduzir custos operacionais e otimizar o uso de recursos energéticos, já que a ativação limitada às horas de maior demanda evita desperdícios e melhora a eficiência geral do sistema. Essa estratégia é fundamental no contexto atual, em que o Brasil busca equilibrar a expansão da matriz energética com a sustentabilidade e a competitividade econômica.

A flexibilização também reforça a resiliência do sistema frente a eventuais crises, como secas prolongadas ou picos de consumo inesperados. Com maior capacidade de resposta, o SIN se torna mais preparado para enfrentar os desafios de um mercado energético em transformação. Esse modelo pode ser visto como um avanço não apenas operacional, mas também como um marco na gestão moderna da energia elétrica no país.

Os documentos que detalham as ofertas e os critérios de validação estão disponíveis para consulta pública, reforçando a transparência do processo e permitindo o acompanhamento por parte de stakeholders do setor elétrico.

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