Equinor e Senai Cimatec: Restauração da Mata Atlântica impulsionará produção de biocombustíveis sustentáveis

Projeto SAFE alia sistemas agroflorestais ao desenvolvimento de combustíveis limpos, promovendo benefícios ambientais e econômicos com investimento de R$ 20 milhões

A Equinor e o Senai Cimatec deram um passo inovador em direção à sustentabilidade com o lançamento do projeto SAFE (Agroflorestas Sustentáveis para Energia). Anunciado nesta quarta-feira (4), o projeto visa restaurar ecossistemas degradados da Mata Atlântica enquanto desenvolve biocombustíveis avançados, reforçando o compromisso com a redução de emissões de carbono e a preservação ambiental.

Com investimento inicial de R$ 20 milhões, o SAFE combina sistemas agroflorestais e tecnologias de ponta, como aprendizado de máquina e sensoriamento remoto, para produzir biocombustíveis a partir de oleaginosas cultivadas de maneira sustentável. O projeto também promoverá o sequestro de carbono, contribuindo para mitigar os impactos das mudanças climáticas.

Agroflorestas e Biocombustíveis: A união pela sustentabilidade

A abordagem do SAFE integra a produção agrícola à preservação ambiental por meio de sistemas agroflorestais, que combinam árvores e cultivos agrícolas, otimizando o uso do solo e aumentando a biodiversidade. As oleaginosas cultivadas serão usadas para produzir biocombustíveis avançados, aplicáveis como combustíveis marítimos ou de aviação, enquanto o plantio de árvores ajudará a capturar carbono da atmosfera.

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“Os biocombustíveis são fundamentais para a descarbonização de setores como o marítimo, onde atuamos intensamente nas Bacias de Campos e Santos. O cultivo sustentável de oleaginosas representa uma alternativa promissora para reduzir emissões de nossas operações,” afirmou Andrea Achoa, gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Equinor no Brasil.

Além disso, a prática agroflorestal melhora a saúde do solo, protege contra a erosão, gera maior diversidade de espécies e oferece benefícios socioeconômicos às comunidades locais.

Campo experimental e impacto do projeto

O projeto será desenvolvido no Senai Cimatec Park, em Camaçari, Bahia, onde um campo experimental servirá como base para testes e análises. Durante os 42 meses previstos para a execução do SAFE, as equipes irão trabalhar na criação de protocolos para o manejo e monitoramento dos sistemas agroflorestais, além de um relatório técnico abrangente sobre a produção de oleaginosas, sequestro de carbono e impacto social e ambiental.

A parceria pretende entregar um modelo integrado que inclua: Quantificação de carbono na biomassa e no solo; Análise do ciclo de vida dos biocombustíveis; Parâmetros meteorológicos, bioenergéticos e econômicos validados por sensores, inteligência artificial e análises laboratoriais.

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Segundo Leone Andrade, diretor-geral do Senai Cimatec, o SAFE representa um marco ao unir sistemas agroflorestais com tecnologias avançadas: “Essa iniciativa no bioma da Mata Atlântica vai gerar benefícios ambientais, sociais e econômicos, alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).”

Um legado de pesquisa e inovação

A Equinor já é um nome consolidado no cenário de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D) no Brasil. Desde 2009, a empresa investiu aproximadamente R$ 600 milhões em projetos de inovação tecnológica, tanto no setor de petróleo quanto em energias renováveis e soluções de baixo carbono. Hoje, a companhia possui cerca de 35 projetos ativos no país.

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