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Bahia Avança na Segurança Energética com Clusterização de Usinas Renováveis

Medida adotada pelo ONS redistribui restrições de geração eólica e solar, promovendo equilíbrio e eficiência no sistema elétrico

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) deu mais um passo na modernização e segurança da matriz energética nacional com a implementação da metodologia de clusterização de usinas na Bahia. A iniciativa, que já demonstrou sucesso no Ceará e no Rio Grande do Norte, entrou em vigor nesta quinta-feira, 28 de novembro de 2024, e tem como objetivo reforçar a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) em regiões de alta concentração de geração renovável.

A Bahia, um dos estados líderes em geração de energia eólica e solar no Brasil, enfrenta desafios específicos devido à variabilidade e intermitência dessas fontes, somados às limitações da infraestrutura de transmissão elétrica. Nesse cenário, a clusterização surge como uma solução estratégica para controlar fluxos de potência e evitar sobrecargas, equilibrando as restrições de geração e promovendo a estabilidade operacional do sistema.

A aplicação da clusterização na Bahia tem foco inicial no gerenciamento das restrições relacionadas ao Fluxo Bahia Sudoeste (FBASO), além do controle de carregamento dos capacitores série das linhas de transmissão de 500 kV Rio das Éguas – Barreiras II C2 e C5, em situações de contingência. Essas restrições são necessárias para respeitar os limites da rede de transmissão e assegurar uma operação segura do SIN.

Antes da implementação da clusterização, usinas com maior sensibilidade elétrica eram as primeiras a sofrer restrições em momentos de sobrecarga, o que criava desequilíbrios e gerava impactos desproporcionais para alguns geradores. Com a nova metodologia, grupos de usinas com características elétricas semelhantes passam a ser controlados simultaneamente, distribuindo de maneira mais justa e equilibrada as reduções necessárias.

Benefícios da Clusterização

A experiência com a clusterização nos estados do Ceará e do Rio Grande do Norte, iniciada em setembro de 2024, apresentou resultados promissores. A medida não apenas melhorou o controle das restrições de geração, como também reduziu os riscos de instabilidade no sistema. Na Bahia, a expectativa é que a iniciativa siga o mesmo caminho, contribuindo para a segurança operativa do SIN e para uma maior eficiência na utilização dos recursos de geração renovável.

Além de mitigar desequilíbrios no ponto de operação, a clusterização facilita a integração de novas usinas renováveis à matriz energética, algo essencial em um estado que possui uma das maiores capacidades instaladas de geração eólica e solar do país. A Bahia se destaca como um dos principais protagonistas da transição energética brasileira, e a adoção de soluções como a clusterização é fundamental para garantir que o crescimento da energia renovável aconteça de forma sustentável e eficiente.

Perspectivas Futuras

Com o avanço na Bahia, o ONS planeja expandir a metodologia de clusterização para outras regiões do Brasil, em um esforço contínuo de adaptação às necessidades do sistema elétrico nacional. A meta é garantir a segurança e confiabilidade do SIN em um cenário de crescente participação das fontes renováveis na matriz energética brasileira.

A clusterização é mais do que uma solução técnica; é um reflexo do compromisso do setor elétrico com a inovação e a sustentabilidade. À medida que o Brasil avança em direção a uma matriz energética mais limpa, desafios como o controle de fluxos de potência e o gerenciamento de restrições operativas se tornam cada vez mais complexos.

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