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EPE publica estudo com reforços no sistema de transmissão para o Acre e Rondônia em resposta às mudanças climáticas

Investimentos de R$ 1,79 bilhão visam aumentar a resiliência e garantir a segurança energética da região diante de eventos críticos

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgou recentemente um estudo que propõe uma série de obras e reforços para aumentar a resiliência do sistema de transmissão de energia nos estados do Acre e Rondônia, em resposta aos impactos das mudanças climáticas. O estudo surge como resposta às adversidades climáticas vivenciadas em 2023 e 2024, como a escassez hídrica na bacia do rio Madeira, que afetou diretamente o fornecimento de energia na região.

Entre as principais recomendações, destacam-se a construção da nova linha de transmissão 500 kV Jauru – Vilhena 2 C1 e a implementação da subestação de rede básica 500/230 kV Vilhena 2. Essas obras são consideradas fundamentais para garantir a continuidade do fornecimento de energia em cenários críticos, reforçando a capacidade da rede frente a eventuais crises climáticas.

Reforços para Porto Velho e operação reversa dos Bipolos do Madeira

Outro ponto relevante do estudo é o fortalecimento do sistema de transmissão na região de Porto Velho. Esse reforço permitirá a operação dos Bipolos do Madeira em modo reverso, possibilitando o envio de energia de São Paulo para Rondônia. Essa medida trará maior flexibilidade e segurança para o Sistema Interligado Nacional (SIN), especialmente em momentos de restrições ou emergências no fornecimento de energia.

Essa operação reversa dos Bipolos do Madeira é vista como uma solução estratégica para melhorar o fluxo de potência no SIN, oferecendo uma alternativa viável para evitar interrupções no fornecimento, ao mesmo tempo que aumenta a resiliência da rede diante dos desafios climáticos que o Brasil tem enfrentado.

Investimentos de R$ 1,79 bilhão até 2030

O estudo estima que até o final do horizonte proposto, os investimentos totais para a implementação dessas soluções cheguem a R$ 1,79 bilhão. Desse montante, R$ 1,29 bilhão será destinado a obras determinativas, que trarão benefícios imediatos para o sistema. Outros R$ 500 milhões estão previstos para obras indicativas, cujos benefícios dependem de estudos mais aprofundados para serem validadas e implementadas.

As obras determinativas, que incluem a linha de transmissão Jauru – Vilhena 2 e a subestação Vilhena 2, são vistas como cruciais para a melhoria da confiabilidade e da capacidade de atendimento à demanda energética nos estados do Acre e Rondônia. Já as obras indicativas estão sendo analisadas mais detalhadamente para assegurar que sua execução traga resultados estratégicos de longo prazo, otimizando o sistema energético da região.

Resposta às mudanças climáticas e crescimento da demanda

O estudo da EPE destaca que essas recomendações visam não apenas enfrentar os impactos imediatos das mudanças climáticas, como também garantir que o sistema elétrico desses estados esteja preparado para suportar o crescimento da demanda nos próximos anos. O fortalecimento da infraestrutura elétrica permitirá que a região se torne mais resistente a eventos extremos, como secas prolongadas, que têm se tornado cada vez mais comuns.

Com isso, a EPE reafirma seu compromisso com a segurança e a confiabilidade do sistema de transmissão no Brasil, promovendo soluções que vão ao encontro das exigências ambientais e de sustentabilidade. A continuidade do fornecimento de energia elétrica é essencial para o desenvolvimento econômico e social da região Norte, e as obras propostas buscam mitigar riscos futuros e garantir uma infraestrutura robusta e resiliente.

Próximos passos e acesso ao relatório completo

A implementação das obras propostas será monitorada pelas autoridades competentes, e novos estudos deverão ser conduzidos para avaliar a viabilidade de projetos adicionais. O relatório completo com os detalhes técnicos das soluções e dos investimentos pode ser acessado no site oficial da EPE, sob o título “Estudo de Reforços para Resiliência no Sistema de Transmissão Acre e Rondônia em resposta às mudanças climáticas“.

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