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Petrobras exerce preferência e retoma 100% dos campos de Tartaruga Verde e Espadarte

Petrobras exerce preferência e retoma 100% dos campos de Tartaruga Verde e Espadarte

Companhia desembolsará US$ 450 milhões para adquirir a fatia da Petronas nos ativos da Bacia de Campos; operação marca o fortalecimento da estatal em projetos de águas profundas.

A Petrobras comunicou ao mercado, nesta segunda-feira (16), o exercício de seu direito de preferência para a aquisição da participação de 50% detida pela Petronas Petróleo Brasil Ltda. nos campos de Tartaruga Verde e no Módulo III de Espadarte. Com a movimentação, a estatal brasileira retoma o controle total (100%) dos ativos localizados na porção sul da Bacia de Campos, consolidando sua posição como operadora única em um polo de produção considerado resiliente e de baixo custo de extração.

A transação, avaliada em US$ 450 milhões, reflete a nova diretriz estratégica da petroleira de focar em ativos de alta rentabilidade e fortalecer sua presença em bacias maduras com potencial de revitalização.

Estrutura financeira e condições do negócio

O acordo de aquisição prevê um cronograma de pagamentos escalonado. De imediato, a Petrobras desembolsará US$ 50 milhões na assinatura do contrato. O montante principal, de US$ 350 milhões, será liquidado no fechamento da operação (closing), enquanto os US$ 50 milhões remanescentes serão pagos em duas parcelas anuais de US$ 25 milhões cada, aos 12 e 24 meses após a conclusão definitiva.

A finalização do negócio está sujeita às condições precedentes usuais em transações do setor, incluindo o aval da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Produção e infraestrutura na Bacia de Campos

Os ativos adquiridos possuem perfil de produção em águas profundas, com lâmina d’água que varia entre 700 e 1.620 metros. Atualmente, Tartaruga Verde e Espadarte respondem por uma produção média de 55 mil barris de óleo por dia (bpd).

O escoamento e processamento dessa produção ocorrem via FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes, unidade que simboliza a eficiência tecnológica da companhia na fronteira pós-sal. A retomada integral do ativo permite à Petrobras maior agilidade na gestão de reservatórios e na implementação de futuras campanhas de perfuração para mitigar o declínio natural dos campos.

Alinhamento estratégico e mercado

A saída da Petronas desses ativos específicos, embora não signifique necessariamente uma retirada da petroleira malaia do Brasil, permite que a Petrobras otimize sinergias operacionais em sua principal área de atuação. Analistas do setor enxergam a movimentação como um sinal de que a estatal está disposta a recomprar participações em ativos estratégicos onde já detém a infraestrutura de operação.

Em nota oficial, a petroleira detalhou a motivação por trás da recompra dos ativos, destacando a importância da operação para o portfólio da companhia: “Com a aquisição, a Petrobras voltará a deter 100% de participação nos ativos, mantendo-se como operadora dos campos. A conclusão do negócio ainda depende do cumprimento de condições previstas em contrato, incluindo aprovação da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).”

A operação reforça a meta da Petrobras de maximizar o valor de seus ativos em águas profundas e ultraprofundas, garantindo que o fluxo de caixa gerado pela Bacia de Campos continue financiando a transição energética e os novos projetos de exploração na Margem Equatorial e no Pré-sal.