Jorge Arbache, economista e formulador do conceito de powershoring, reforça a visão de que a transição energética pode impulsionar o desenvolvimento industrial do país
O Brasil tem se consolidado como um protagonista nas discussões globais sobre transição energética e reindustrialização sustentável. Com uma matriz energética predominantemente renovável e um enorme potencial para atrair investimentos, o país desponta como um destino estratégico para indústrias que buscam minimizar sua pegada de carbono. Nesse cenário, o Instituto E+ Transição Energética fortalece ainda mais sua equipe com a chegada de Jorge Arbache, um dos economistas mais influentes do setor
Criador do conceito de powershoring, Arbache ingressa no Conselho Deliberativo da entidade, trazendo sua visão estratégica sobre como o Brasil pode aproveitar sua vantagem energética para atrair indústrias globais. O economista, que tem uma extensa trajetória em instituições como Banco Mundial, BNDES e Ministério do Planejamento, tem defendido que o país pode se tornar um hub industrial sustentável, caso consiga aliar infraestrutura, segurança jurídica e políticas públicas eficientes.
Além da chegada de Arbache, o Instituto E+ também anunciou a inclusão da consultora Lilian Okada em seu Conselho Fiscal. Com experiência em gestão estratégica, compliance e sustentabilidade financeira, Okada fortalece a governança da organização em um momento crucial para o setor energético brasileiro.
O que é Powershoring e por que ele pode mudar o Brasil?
O termo powershoring, cunhado por Arbache, representa uma mudança de paradigma na relocalização da produção industrial. Diferente do offshoring, que levou fábricas para regiões de mão de obra barata, e do nearshoring, que priorizou proximidade geográfica, o powershoring propõe que as indústrias escolham seus locais de operação com base na disponibilidade de energia limpa, abundante e acessível.
O Brasil desponta como um dos países mais preparados para essa tendência global. Com grande potencial em energia renovável, como solar, eólica e hidrelétrica, e uma matriz energética cada vez mais descarbonizada, o país tem condições de se tornar um polo para indústrias verdes, especialmente nos setores de hidrogênio sustentável, baterias, aço verde e fertilizantes limpos.
Para que isso se torne realidade, porém, o país precisa avançar em áreas estratégicas, como:
- Expansão da infraestrutura elétrica e logística, garantindo a conexão de novas indústrias a fontes renováveis.
- Estabilidade regulatória e jurídica, para dar segurança a investidores internacionais.
- Políticas de incentivo, que tornem o Brasil ainda mais competitivo na corrida global pela industrialização sustentável.
Perfil de Jorge Arbache: experiência e visão global
A chegada de Arbache ao Conselho Deliberativo do Instituto E+ representa um reforço importante para o debate sobre transição energética e desenvolvimento industrial. Com mais de 30 anos de experiência, o economista tem um currículo extenso em políticas públicas e financiamento para o desenvolvimento.
Além de ter sido vice-presidente de setor privado do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Arbache atuou no Banco Mundial, BNDES e Petrobras, além de ser professor de economia na Universidade de Brasília (UnB), onde se dedica a temas como finanças verdes, economia digital e globalização.
Nova conselheira fiscal reforça a governança do Instituto E+
Outro reforço anunciado pelo Instituto E+ é a entrada da consultora Lilian Okada em seu Conselho Fiscal. Com experiência consolidada em gestão de riscos, compliance e sustentabilidade financeira, Okada traz uma visão estratégica sobre gestão organizacional e desenvolvimento sustentável.
Formada em ciências contábeis, com MBA em Administração, ela já passou por instituições como Itaú-Unibanco e Sistema Alana, atuando na estruturação e implementação de processos organizacionais voltados à eficiência e transparência.
A chegada de Arbache e Okada ao Instituto E+ ocorre em um momento decisivo para a transição energética brasileira, em que o país precisa definir como irá estruturar sua indústria e aproveitar seu potencial energético para crescer de forma sustentável. Com um time de especialistas cada vez mais robusto, o Instituto se fortalece como um dos principais think tanks no debate sobre políticas públicas e caminhos para o futuro da energia e do desenvolvimento industrial no Brasil.