Localizado em Pernambuco, empreendimento de 169,8 MW consolida estratégia de autoprodução para setores de Data Centers, varejo e bebidas.
A Atiaia Renováveis, braço de energia do Grupo Cornélio Brennand, atingiu um marco operacional estratégico com o início da operação comercial do Complexo Fotovoltaico Sol do Agreste. Localizado entre os municípios de São Caetano e Tacaimbó (PE), o projeto de 169,8 MW de capacidade instalada entra no Sistema Interligado Nacional (SIN) com sua garantia física totalmente comprometida, reforçando a tendência de crescimento dos projetos estruturados via Ambiente de Contratação Livre (ACL).
O empreendimento, que ocupa uma área de 440 hectares, destaca-se pela diversidade de seu book de clientes. A companhia viabilizou o projeto por meio de modelos customizados de contratação, com foco em autoprodução de energia para grandes players dos segmentos de varejo alimentar, bebidas e, notadamente, infraestrutura de tecnologia (Data Centers).
Estratégia de portfólio e transição energética
A entrada em operação de Sol do Agreste é um movimento tático da Atiaia para diversificar sua matriz, historicamente baseada em ativos hídricos. Ao escalar sua presença na fonte solar, a empresa se posiciona para atender à demanda de corporações que buscam não apenas o menor custo do megawatt-hora (MWh), mas também a descarbonização comprovada de suas cadeias produtivas.
“O início da operação do Complexo Fotovoltaico Sol do Agreste consolida nossa estratégia de crescimento baseada na diversificação de fontes renováveis e no desenvolvimento de projetos capazes de atender às demandas de um mercado cada vez mais comprometido com a transição energética”, destaca Rodrigo Assunção, presidente da Atiaia Renováveis.
Impacto econômico e execução técnica
A viabilização de um complexo desta magnitude em Pernambuco exigiu uma logística robusta e gestão de capital intensiva. Ao longo da fase de construção, o projeto mobilizou mais de 900 profissionais e envolveu o contrato de 11 empresas especializadas. A entrega reforça a capacidade de execução da Atiaia em projetos de grande escala (utility-scale), trazendo robustez e previsibilidade para o sistema elétrico regional.
Além da geração de caixa imediata, o ativo amplia o portfólio da companhia, que hoje já opera oito Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) distribuídas por Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pernambuco, além de outros complexos solares na Bahia e em solo pernambucano (Maravilhas, Assuruá e Vale Verde III).
O avanço da autoprodução no setor elétrico
O modelo de negócio adotado em Sol do Agreste reflete o amadurecimento do mercado livre brasileiro. A autoprodução tem se tornado a principal via para viabilizar projetos greenfield, permitindo que o consumidor final mitigue riscos de volatilidade de preços e encargos setoriais, enquanto o gerador garante a bancabilidade da obra com contratos de longo prazo (PPAs).
Com o setor de Data Centers em franca expansão no Brasil, a oferta de energia renovável dedicada torna-se um diferencial competitivo para o país na atração de investimentos em infraestrutura digital, segmento que exige alta confiabilidade e selos de sustentabilidade rigorosos.



