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Shell amplia participação em Mero e Atapu e reforça estratégia no pré-sal brasileiro

Shell amplia participação em Mero e Atapu e reforça estratégia no pré-sal brasileiro

Novos contratos com a União consolidam presença da companhia em dois dos maiores campos da Bacia de Santos e ampliam participação nos projetos a partir de 2027

A Shell Brasil formalizou a assinatura dos contratos que garantem a ampliação de sua participação nos campos de Mero e Atapu, dois dos principais projetos do pré-sal brasileiro localizados na Bacia de Santos.

Os ativos foram adquiridos em leilão realizado em dezembro de 2025 pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), estatal responsável pela gestão dos contratos de partilha da produção. No certame, a União ofertou parcelas da produção que ainda não estavam contratadas nos dois campos, ampliando a participação de empresas já presentes nos consórcios.

Com a assinatura dos contratos, a Shell consolida sua estratégia de fortalecer o portfólio de ativos de alta produtividade no pré-sal brasileiro, considerado uma das fronteiras petrolíferas mais competitivas do mundo.

Participação da Shell será ampliada a partir de 2027

No leilão, a companhia participou em parceria com a Petrobras e adquiriu 26,76% da área não contratada de Atapu, parcela que corresponde a 0,95% da jazida compartilhada. No campo de Mero, o consórcio arrematou 20% da área não contratada, o equivalente a 3,5% da jazida compartilhada.

Com a conclusão dos contratos, a participação da Shell nos dois projetos será ampliada gradualmente a partir de 2027. No campo de Atapu, a fatia da empresa passará de 16,663% para 16,917%. Já em Mero, a participação aumentará de 19,3% para 20%, consolidando a presença da companhia em um dos maiores desenvolvimentos offshore em andamento no Brasil.

A estratégia reflete o interesse das grandes petroleiras internacionais em reforçar posição em ativos de elevada produtividade, baixos custos de extração e grande escala de produção.

Mero e Atapu estão entre os maiores projetos do pré-sal

Os campos de Mero e Atapu integram o núcleo mais produtivo do pré-sal da Bacia de Santos e têm papel central na expansão da produção de petróleo do Brasil nesta década.

O campo de Mero já conta com capacidade instalada de aproximadamente 770 mil barris de óleo por dia, resultado da operação de múltiplas unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência (FPSOs). Já o campo de Atapu registra atualmente uma produção próxima de 150 mil barris por dia, volume que deve crescer nos próximos anos com a entrada em operação de novas unidades de produção.

Entre os projetos em desenvolvimento está o FPSO P-84, unidade atualmente em construção com capacidade potencial para produzir até 225 mil barris de petróleo por dia, ampliando significativamente o potencial produtivo do campo.

Estratégia global mira produção de longo prazo

O reforço da participação nesses ativos integra a estratégia global da Shell de manter um portfólio robusto de produção de petróleo e gás, mesmo em um cenário de transição energética. A companhia projeta manter produção de líquidos próxima de 1,4 milhão de barris por dia até 2030, combinando ativos tradicionais de petróleo com investimentos em soluções de baixo carbono.

Nesse contexto, o pré-sal brasileiro segue como uma das regiões prioritárias da empresa, devido à alta produtividade dos reservatórios, ao avanço tecnológico da indústria offshore e à previsibilidade regulatória do modelo de partilha de produção.

Com os novos contratos formalizados, a Shell reforça sua posição entre os principais investidores estrangeiros no setor de óleo e gás no Brasil, ampliando participação em projetos que devem permanecer entre os mais relevantes da produção nacional nas próximas décadas.