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EDP acelera plano de transmissão em Goiás com início das obras da SE Matrinchã 2

EDP acelera plano de transmissão em Goiás com início das obras da SE Matrinchã 2

Com investimento de R$ 441 milhões no Lote 5, companhia busca antecipação regulatória e reforça sinergia operacional no estado; projeto adiciona R$ 38 milhões em RAP ao portfólio.

A EDP deu um passo estratégico para consolidar sua hegemonia no segmento de transmissão em solo goiano. Nesta quinta-feira (12/03), a companhia oficializou o início das obras da Subestação Matrinchã 2 (230/138 kV), empreendimento âncora do Lote 5, arrematado no leilão da Aneel em outubro de 2025. O projeto, que conta com um aporte estimado em R$ 441,4 milhões, é peça-chave para o escoamento energético em uma região de forte expansão do agronegócio e do turismo.

O sistema terá capacidade de 300 MVA e será interconectado por duas novas linhas de transmissão, totalizando cerca de 285 quilômetros de extensão, ligando os polos de Itapaci e Firminópolis a Matrinchã. A movimentação ocorre em um momento em que a EDP celebra 30 anos de Brasil, reafirmando a transmissão como um dos pilares de seu core business.

Sinergia operacional e Receita Anual Permitida (RAP)

O Lote 5 não representa apenas expansão física, mas um ganho de eficiência logística para a EDP. O projeto possui alta sinergia com ativos já operados pela empresa, como a SE Itapaci, e com o Lote A da CelgPar, adquirido pela companhia no último ano. Em termos financeiros, a entrada em operação deste lote adicionará uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 38 milhões.

A estratégia da diretoria de Transmissão é clara: otimizar o cronograma para entregar o ativo antes do prazo estipulado pela Aneel. O diretor de Transmissão da EDP na América do Sul, Daniel Sarmento, aponta que o foco está na robustez da rede regional:

“O início das obras da subestação em Matrinchã reforça o nosso objetivo de ampliar e consolidar a nossa atuação em Goiás em um ano importante, em que celebramos 30 anos de trajetória no Brasil. A expectativa é que a subestação contribua para o desenvolvimento socioeconômico da região, conhecida por seu potencial turístico e agropecuário. O foco agora é darmos andamento a um planejamento rigoroso, com uma execução consistente, para que o estado tenha uma rede de transmissão cada vez mais robusta e preparada para o futuro.”

Expansão da malha em Goiás e o cenário nacional

Com a integração dos novos ativos, a EDP saltará de 756 quilômetros para 1.193 quilômetros de linhas de transmissão em operação no estado. Esse crescimento reflete a agressividade da empresa nos certames recentes, incluindo a aquisição do Lote A da CelgPar por R$ 83,6 milhões, que conecta cidades estratégicas como Trindade e Barro Alto.

No panorama nacional, a EDP mantém um ritmo de investimento robusto. Desde 2017, o montante aplicado em transmissão já ultrapassa a marca de R$ 7 bilhões, abrangendo dez estados. Atualmente, a empresa opera 1.485 quilômetros de linhas no país, mantendo o segmento de infraestrutura de rede no mesmo patamar de prioridade que a geração renovável e a distribuição.

A execução das obras em Matrinchã deve gerar mais de 1.100 empregos diretos e indiretos, reforçando o papel do setor elétrico como indutor de desenvolvimento regional em Goiás.