Ministro Alexandre Silveira destaca planejamento para garantir investimentos e segurança energética em evento com investidores
O Brasil está se preparando para uma série de leilões de energia em 2025, consolidando sua posição como um dos principais mercados para investimentos no setor elétrico e de gás natural. Durante a CEO Conference Brasil 2025, evento promovido pelo BTG Pactual, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, enfatizou que o planejamento energético do governo tem sido essencial para atrair capital privado e fortalecer a segurança energética do país.
A agenda energética brasileira para o próximo ano inclui leilões de capacidade e novas concessões para hidrelétricas, com destaque para as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), além de medidas para impulsionar a infraestrutura de gás natural. Para o ministro, esses investimentos representam um passo fundamental para consolidar a transição energética, garantindo mais competitividade, diversificação da matriz e atração de investimentos privados.
Gás natural: combustível da transição e motor da reindustrialização
Um dos grandes destaques da agenda energética é o leilão de capacidade, que já conta com 327 projetos cadastrados e prevê a oferta de mais de 70 Gigawatts (GW) de energia, principalmente provenientes do gás natural. Esse expressivo volume de projetos demonstra o interesse do setor privado em investir na infraestrutura energética do país.
Silveira ressaltou a importância do gás natural como um combustível de transição, desempenhando um papel estratégico para a reindustrialização brasileira. O governo tem adotado medidas para ampliar a oferta desse insumo, como o Programa Gás para Empregar, que busca reduzir a reinjeção de gás e melhorar a infraestrutura de escoamento e distribuição.
“O gás é visto no mundo inteiro como um combustível essencial para a transição energética, e queremos usá-lo para reindustrializar o Brasil”, afirmou o ministro. Segundo ele, a ampliação da oferta nacional de gás ajudará a reduzir custos para indústrias e consumidores, além de garantir maior segurança no fornecimento de energia.
Hidrelétricas e o papel das PCHs na matriz energética
Além do leilão de capacidade, outro certame previsto para 2025 é o leilão de energia hidrelétrica nova, que já bateu recorde de projetos cadastrados. Nesse contexto, as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) têm ganhado destaque, devido ao seu baixo impacto ambiental e à contribuição para a geração de empregos e o desenvolvimento industrial.
“As PCHs possuem pouco impacto ambiental e incentivam a indústria nacional, com geração de empregos diretos e indiretos, além de demandar insumos nacionais como aço e cimento. Elas são um vetor importante para a nossa economia”, explicou Silveira.
O crescimento da participação das PCHs e usinas hidrelétricas na matriz energética reforça o compromisso do Brasil com fontes renováveis e com uma matriz elétrica cada vez mais segura e sustentável.
Investimento privado e segurança energética
A presença massiva do setor privado nos leilões previstos para 2025 é vista como um reflexo da confiança no mercado brasileiro e na estabilidade regulatória promovida pelo governo. Segundo Silveira, o objetivo é garantir um legado de segurança energética, assegurando que a matriz elétrica do país continue robusta e diversificada para suportar o crescimento da economia.
“Estamos com uma perspectiva muito grande de participação do setor privado, o que é muito positivo para o consumidor de energia brasileiro e mostra a confiança no Brasil”, destacou o ministro.
Com um planejamento sólido, investimentos em infraestrutura e políticas públicas voltadas para a transição energética, o Brasil se posiciona como um dos principais destinos para investimentos no setor elétrico e de gás natural. Os leilões de 2025 prometem não apenas impulsionar a geração de energia, mas também fomentar o desenvolvimento industrial e econômico do país.