Com avanço em market share e margens operacionais robustas, companhia encerra o ciclo anual com recorde de volume em 12 trimestres e desalavancagem financeira.
A Vibra Energia encerrou o exercício de 2025 reafirmando sua posição de dominância no setor de combustíveis e energia no Brasil. Embalada por uma execução disciplinada e foco em rentabilidade, a companhia registrou no quarto trimestre (4T25) um volume de vendas de 9.500 mil m³, alta de 5,4% frente ao mesmo período do ano anterior. O desempenho impulsionou o market share para 22,0% (ganho de 0,8 p.p.) e culminou em um lucro líquido de R$ 679 milhões, montante 33,1% superior ao reportado no 4T24.
O balanço anual destaca a eficiência na gestão de portfólio, com o EBITDA Ajustado atingindo R$ 2.620 milhões no trimestre, um salto de 100,5% na comparação anual. A métrica resultou em uma margem EBITDA Ajustada de R$ 251/m³, evidenciando a capacidade da empresa de extrair valor em um mercado altamente competitivo.
Eficiência Operacional e Expansão de Rede
O crescimento da Vibra fundamenta-se na expansão de sua capilaridade e na inteligência logística. A rede de postos, pilar central do negócio, alcançou um embandeiramento recorde com a adição de 404 novos postos. Somado a isso, o Volume Médio Mensal (VMM) por unidade cresceu 11%, fruto de uma estratégia que une a conversão de postos “bandeira branca” e o foco em produtos premium, como as linhas Grid e Agritop.
Ao analisar a consistência dos números apresentados ao mercado, o CEO da Vibra, Ernesto Pousada, ressalta o cumprimento das metas estabelecidas: “Nossos resultados financeiros e operacionais comprovam a robustez e a capacidade de execução da companhia. Tivemos crescimento consistente de margens a cada trimestre do ano. O 4T25 consolidou ainda a retomada do crescimento de market share e a expansão dos volumes comercializados. Alcançamos resultados consistentes em diferentes frentes.”
Ambiente Regulatório e Combate à Irregularidade
O setor elétrico e de combustíveis em 2025 foi beneficiado por mudanças estruturais na legislação. A implementação da monofasia do PIS/Cofins sobre o etanol e avanços no Projeto de Lei do Devedor Contumaz foram apontados como divisores de águas para a competitividade leal.
Sobre o impacto dessas medidas na integridade do setor, Ernesto Pousada pontua a relevância de um mercado saneado: “Estamos construindo um ambiente de negócio mais íntegro e equilibrado. Quem não paga imposto e quem adultera o produto cria um ambiente artificial de competição. Isso destrói margens, desorganiza o mercado e penaliza diretamente tanto quem atua dentro da lei quanto consumidores.”
Diversificação: B2B, Lubrificantes e Renováveis
A estratégia de “cinco avenidas de crescimento” mostrou maturação ao longo do ano:
- B2B e Aviação: O segmento corporativo cresceu 2,3% em volume, com destaque para a primeira operação de SAF (Sustainable Aviation Fuel) na Bahia, posicionando a Vibra na vanguarda da descarbonização aérea.
- Lubrax: A marca de lubrificantes registrou o maior volume de vendas de sua história, com crescimento de 12% no trimestre, apoiada na maior fábrica do gênero na América Latina.
- Renováveis (Comerc): Apesar dos desafios de curtailment (cortes de geração) no setor elétrico, a Comerc entregou um EBITDA @Stake 1% superior ao ano anterior, focando em eficiência operacional e conversão de caixa.
Solidez Financeira e Rating Superior
A saúde financeira foi um dos pontos altos do reporte. A Vibra reduziu sua alavancagem para 2,4x (Dívida Líquida/EBITDA) e obteve o rating ‘BBB-‘ pela S&P Global Ratings, com perspectiva estável — uma nota de crédito superior à do próprio risco soberano brasileiro.
Para o acionista, o resultado foi tangível: um retorno total de 75% no ano, superando o dobro da média do Ibovespa, com a distribuição de R$ 2 bilhões entre dividendos, Juros sobre Capital Próprio (JCP) e bonificações.



